Associação Nacional de Direito ao Crédito

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Iniciativas em outras partes do mundo

Desde a sua criação, o microcrédito tem-se vindo a expandir vigorosamente, a partir do Bangladesh, para muitos outros países, da Ásia, da África, da América Latina e, também, para os países desenvolvidos, tanto na Europa como na América.

Uma apreciação da importância do movimento do microcrédito pode ser apreciado e avaliado através das iniciativas do “Microcredit Summit Campaign” que, entre outras iniciativas, desde 1997, tem vindo a promover, quase sempre, anualmente grandes fóruns mundiais de reflexão, discussão e tomada de decisões sobre o movimento do microcrédito. Trata-se de reuniões que envolvem, em geral, representantes de mais de 150 países e mais de 2500 pessoas. (ver http://www.microcreditsummit.org/)

Os trabalhos preparatórios foram muito intensos e aprofundados. Na Conferência, para além das instituições do microcrédito, estiveram, também, presentes os mais altos representantes de organizações multilaterais de desenvolvimento.

Em 2007 foi possível constatar que se encontravam a trabalhar com o microcrédito cerca de 3 316 instituições, a nível mundial, que, em 2006, abrangiam um total de beneficiários de 133 milhões e que incluíam cerca de 93 milhões de beneficiários, muito pobres, tendo sido estimado que esses beneficiários poderiam projetar melhorias de bem-estar em cerca de 465 milhões de pessoas.

Do fórum de Halifax (2007) saiu o compromisso de que, até 2015, (realização dos objetivos do Millennium) o microcrédito deveria poder beneficiar cerca de 175 milhões dos mais pobres (menos de $1 de rendimento por dia), o que permitiria poder fazer com que saíssem da pobreza extrema cerca de 875 milhões de pessoas.

Os números anteriormente referidos podem ser decompostos por grandes regiões do mundo. Essa decomposição mostra um grande desequilíbrio nas percentagens de distribuição: 84,7%, nos países da Ásia Pacífico; 6,3%, na África Subsariana; 5,1 %, na América Latina e nas Caraíbas; 2,5%, na Europa de Leste e na Ásia Central; 1,3%, na África do Norte e no Médio Oriente e não mais do que 0,04%, na América do Norte e na Europa Ocidental.

São números de valor impressionante e mostram bem o grande caminho que o microcrédito tem, ainda, que fazer para reduzir as cada vez mais preocupantes situações de pobreza no mundo.

Infelizmente as medidas de política que têm vindo a ser adotadas pelos países mais poderosos e a situação financeira internacional têm tornado cada vez mais distante a realização dos Objetivos do Milénio.